quarta-feira, 30 de junho de 2010

If you want me, let me know. Where do you wanna go?

Imaginação é algo com o qual não se deve brincar. Ela, como toda arma pode ser boa assim como pode ser ruim. Pode construir coisas maravilhosas, assim como pode destruir coisas maravilhosas.
Agora imagine como deve ser ter que não poder ficar olhando demais pra pessoa amada com medo que você dê muito a perceber. De que de alguma maneira, se seus olhos se cruzarem, você mergulhe nos olhos e que acabe deixando por descobrir tudo. Afinal, os olhos são as janelas da alma. É tão ridículo o ritmo arritmado que seu coração faz a qualquer sinal da pessoa. O nome. Uma foto. O som da voz. Qualquer coisa que lembre. Seu corpo treme internamente. Seu coração continua com a estupidez de batidas sem sentido. E você imagina que tem que se controlar.
Imagina o quanto poderia ser bonito. O quanto você quer que seja bonito. O quanto você quer que seja.
Ai você tem a certeza de que isso nunca vai acontecer. Que tudo o que você deseja com cada fibra de seus músculos. Cada gota do seu sangue. Cada pedaço do seu corpo, que você queria que tivesse grudado com o corpo da pessoa. Que tudo o que você não consegue tirar da cabeça por um momento, não vai acontecer. O coração dela não é seu e provavelmente nunca vai ser. Sabes que ela não gosta de você. Ou pelo menos sentes isso. E sabes que a pessoa provavelmente gosta de outra e vai ficar com ela.
Então, imaginas como vai ser a pessoa que você pode potencialmente estar se apaixonando, dando amor pra outra pessoa. E isso parte seu coração. Todo aquele amor que poderia ser seu, sendo dado pra outro alguém. Tudo aquilo que vale a pena ser egoísta, não vale mais porque não é seu. Logo, ainda por cima imaginas as pessoas que já,algum dia, receberam no mínimo alguma coisa do que você sonha em ganhar. E isso quebra cada pedacinho já quebrado em pedaços menores. Imagina quantas pessoas já beijaram a boca que você queria poder ter só pra você. Quantas mãos tocaram o que você queria poder fundir seus dedos em. Isso é uma mistura cada vez mais confusa, indefinida na sua cabeça. E sentes raiva. Não de você, o que está sendo normal ultimamente. Não da pessoa, porque mesmo que tentasses, não conseguirias ficar com raiva dela. Sente raiva da situação. Raiva de querer estar perto, porém estar longe da pessoa.
Ai, então é que percebes o quão forte é aquela queda em que estás. Estás totalmente exposto. Estás caindo tão rápido que não sabes mais distinguir nada. Só consegues fechar os olhos e lembrar-se DAQUELES olhos que te hipnotizam. Do cheiro. De cada mínimo detalhe que foi captado em um segundo que olhaste pra pessoa. E tudo isso é... De tirar o f-ô-l-e-g-o.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

uma tarde inesquecível de paixão a primeira vista:

É tudo bem estranho não é? Quando pensa ter certeza de algo, as coisas mudam de rumo completamente e tudo o que parecia saber não é nada. Na verdade, foi tudo o que pensa que não passou de nada.
Instintos? É, instintos. É engraçado como as coisas acontecem e como um ser humano pode ficar tão sentimental. Pode não ser nada. Mas de repente, tudo fica tão estranho. Está ao de uma pessoa por circunstâncias da qual você não teve nem uma opção. Era o único lugar para estar. E estava sozinho. E então, olha pro rosto ao lado e os instintos chegam. São só instintos, você pensa. Não, não eram só instintos. Alguma coisa dentro se inquietou. O rosto era algo que fez com que saísse da zona de conforto, incomoda, incomoda o que aquele rosto fazia. A boca pequena. Os dentes perfeitos. Os olhos claro emoldurados em pálpebras cansadas e desinteressadas. O jeito que a pouca luz artificial se escondia e aparecia no cabelo. A voz que não saia da cabeça cantando uma música.
Tenta de qualquer maneira fazer a melhor espécie de contato. E o que era pra ser gentil e deslumbrante, acaba sendo ridiculamente sem jeito e totalmente intrometido. Mas tinha que fazer isso, afinal foi um impulso. Instinto.
E o estrago está feito. Fica feliz por algum motivo bobo, que te faz pensar que já está com aquela pessoa ou que algum dia estarás. Você, em algum lugar da mente confusa, pensa que é instinto, mas no fundo sabe que está começando algo que não é tão simples, sucinto, fácil, claro e objetivo. É complexo, extenso, difícil, obscuro e subjetivo. Contudo, não dá pra esquecer como aqueles olhos te prenderam no momento em que te abateram. Não dá pra negar como a voz ficou cravada na sua cabeça e que ela parece uma onda elétrica enfurecida que fica repercutindo e faz sua garganta tremer, o que faz parecer que aquela voz. pouco conhecida, está saindo da sua própria garganta e ao soar no seu ouvido faz com que cada músculo fique tenso, com que cada cabelo que existe arrepie, com que o sangue correndo queime. Essa é uma sensação constante. Desde aquele momento, ao lado da pessoa.
Logo,você começa a duvidar da sanidade. Afinal, conheceu a poucas horas. Horas. Logo você que nunca mais iria se apaixonar ou a que parecia não ter nascido pra isso, paixão foi uma coisa passada e que muitas vezes matou você por dentro de formas inimagináveis. E do nada, está lá. O coração começa a apertar e a bater rápido ao mesmo tempo. Sente-se tão estranho, afinal, foi tão intenso quanto inesperado. Não olha muito, afinal, pra que olhar pro rosto com os olhos aprisionadores. A voz que facilmente faria perder a cabeça e te seduzir. O conjunto de tudo o que estava fugindo e que por instinto agora estava absurdamente tentado a fazer coisas da qual não tem coragem.
Enfim, não consegue lembrar-se da voz, dos olhos, da boca,do cabelo, de qualquer coisa que deixa-lhe louco. Mas a sensação continua. Aquele aperto no tórax que só faz aumentar mais com a distancia. Principalmente, quando um ato de amizade inocente, na sua cabeça se torna um ato que poderia demonstrar um interesse diferente. O interesse que na verdade, você está querendo que fosse demonstrado. E isso te dá esperanças, de alguma que coisa, você não sabe o que é. mas não quer de jeito algum. Entretanto, ao mesmo tempo, agora, precisa, necessita. Agora, nesse exato momento é bom, você se sente bem. Mesmo com a dificuldade de respiração quando algum flash surge abruptamente na cabeça e faz você ficar tonto.
E ai você percebe que está apaixonado e que se não for paixão, porque é uma palavra ridiculamente forte e que se encaixaria perfeitamente na situação, é uma grande queda. É como se estivessem caindo do ponto mais alto do mundo, em queda livre após serem jogados com força por um gorila gigante e a gravidade fosse o dobro. Assim, após dar conta disso, você consegue entender o que é paixão a primeira vista? Você consegue realmente entender o que é paixão a primeira vista? Sim você consegue. Consegue entender o que paixão a primeira vista.