Bem, eu não sei muito bem o que é isso. Como isso se dá? Sabe? É uma coisa muito clichê, digamos assim. Tá, definição de amor. Não sou dicionário. É impressionante que com tão pouca idade, ou muita, isso já tenha se manifestado de tantas formas.
Sim, nunca sabemos quando o tão indecifrável “amor” vai chegar ou acontecer, seja lá o que ele faz. Mas a sensação que dá? Bem, vamos ver.
Por mais cansaço físico que possa sentir, chegar a casa tarde da noite e não se importar com as dores musculares que são resultados de um dia inteiro estudando, só pra ligar o computador e ver se está lá. As mãos começam a suar enquanto percebo o quão lerdo o conjunto do meu computador e internet é. A única coisa que passa pela minha cabeça naquela hora é que aquele pequeno símbolo, que representa a minha chance de fazer contato, esteja verde. Não lembro de todo o trabalho que tenho que fazer todos os textos que tenho que ler ou de qualquer outra coisa que seria de suma importância se o meu cérebro não tivesse funcionando um motor com todos os cavalos do mundo. Além das mãos espirrando água, pupilas dilatando, meu cérebro apertado, meu corpo reclamando, minha barriga doendo com a esperança. Além de tudo isso, é uma coisa boa. É, isso parece alguma doença, um AVC talvez. Mas é ótimo.
Tudo compensa quando a droga do maldito ícone está verde. Ou até mesmo vermelho. Significa que está se ocupando com algo. Algo que eu não tenho a mínima noção de saber o que é. Algo que é importante o bastante pra tirar a tensão e colocar um status de ocupado. Contudo, fala comigo. Fala sim. Não sei se larga o que estiver fazendo, mas o importante é que fala comigo. Afinal, eu esperei o dia inteiro pra isso. Só pra isso. Saber como andam as coisas. O que aconteceu durante o dia. Como está?
Também devo achar que me receber com uma carinha brilhante é um sinal bom.
Como? Como pode estar tão longe se eu quero tão perto. O mais perto possível. Se eu pudesse, fundir-me-ia até que cada espaço do meu corpo fosse preenchido não só por mim. Afinal, está tudo tão vazio mesmo. É, sinto falta, parece impossível sentir falta de algo que nunca tive ou sentir falta de algo se não é meu. Eu sinto, e sinto muito. É algo que me sufoca sabe?
Qual a distancia? Todos dizem que o mundo é tão pequeno e mesmo assim, a distancia é tão grande. Se o mundo fosse tão pequeno, eu poderia estender meus braços, pegar suas mãos e mostra para o mundo o que você significa para mim.
Sim, eu não sou nem um super-herói, ou algo do tipo. Eu posso segurar sua mão. Queria poder ler sua mente para saber como funciona. É difícil para mim. Sempre fui egoísta, morro com ciúmes, imediatista. Nunca fui de deixar meus sentimentos transparecerem, na verdade, acho que é uma coisa que eu nem tinha. Ai chega, em certo domingo, como quem não quer nada. Leva meu coração. Minha razão. Minha vida.
É admirável a capacidade de me perder em meio a pensamentos. A falta de concentração em qualquer coisa que não seja isso. Tudo me leva a isso. Obrigo-me a prestar mais atenção, não funciona muito bem.
Antes de dormir? A pior coisa. Não ter do seu lado. Como não posso ter do meu lado? Isso parece tão errado. É tão errado. Imagino como seria se tivesse do meu lado. Todas as noites desde o começo. Começo a perceber a chegada da loucura quando pego o travesseiro e abraço. Desespero. Carência, de só uma pessoa.
Então, o sono vem. Tenho que me preparar para mais um dia em que minha mente e meu coração não estarão dentro de mim e sim nas mãos de alguém que pode muito bem fazer o que quiser. Onde meu cérebro não se ligará a mais nada que não tenha relação. Tudo vai parecer tão insignificante já que não tenho o que eu quero comigo.
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